O Brincar na Terapia de Crianças com Deficiência

Profala.com
14/01/2008

Artigo da psicóloga Renata de Marco Domingues debate a importância das brincadeiras na vida das crianças com deficiência

Comentário SACIRecebido em 10/01/2008

Renata de Marco Domingues

RESUMO:
O presente artigo tem como objetivo realizar uma revisão da literatura acerca do papel do brincar na terapia das crianças com deficiência para o desenvolvimento psíquico das mesmas.

O estudo aborda dois aspectos para contemplar o referido objetivo: o primeiro relata a vinda de um bebê com deficiência na família e os aspectos importantes desta experiência para a constituição psíquica da criança com necessidades especiais; a segunda e última abordagem decorrerá do entendimento da constituição psíquica do bebê e o brincar na terapia, sendo que a referida abordagem contempla o estudo levando em consideração o desenvolvimento psíquico do bebê com a presença do fator orgânico ou não, pois o mesmo se dá de forma igual para todas as crianças.

Na fase do desenvolvimento de uma criança, a mediação da família que respeita o tempo da criança, é uma condição essencial. Podemos, portando, dizer que o brincar deve ser mais do que um prazer para a criança, este deve ajudar a mesma a se constituir como sujeito e possibilitar a relação mãe-bebê na questão da inscrição do desejo e do olhar da família para com a criança com deficiência. Neste sentido, se dá a necessidade de um atendimento clínico-terapêutico que priorize a reconstituição do vínculo familiar quebrado na descoberta do diagnóstico do filho recém-nascido e, neste sentido, o brincar é a ferramenta ideal para o terapeuta trabalhar estas questões.

Introdução:

Ao nascer o bebê já carrega uma bagagem cheia de desejos, sonhos, expectativas, enfim, chega ao mundo tendo que dar conta de toda esta inserção em sua vida. Quando este bebê recebe um diagnóstico de deficiência, sua bagagem antecipatória deixa de ser sonhos e passa a ter um peso de incapacidades, apenas se lamenta pelo que ele não conseguirá ser.

Neste sentido, este artigo abordará a questão da família e o diagnóstico recebido de seu filho recém-nascido e as peculiaridades deste momento bastante difícil e ao mesmo tempo decisivo para a constituição psíquica do bebê e, é claro, para a relação familiar que deverá se reconstituir e se reorganizar diante deste novo fato.

Em seguida, salientarei a importância do tratamento clínico para dar este suporte que a família tanto necessita para continuar desejando o filho deficiente. Desse modo, o brincar vem ao encontro desta idéia, pois é uma ferramenta clínica de extrema importância para trabalhar com crianças, sejam elas com ou sem necessidades especiais. O brincar possibilita que a criança se constitua como sujeito de suas próprias ações, dando oportunidade de mostrar seus desejos e significados, e ainda, ajuda a antecipar ou elaborar suas emoções preparando-a para a vida que se segue, mostrando a sua família que deu desenvolvimento é o mesmo de uma criança sem deficiência, apenas com tempos e momentos diferentes.
Assim sendo, relatarei o que se passa com a família e com a relação mãe-bebê após o diagnóstico de deficiência e como isso pode afetar significamente o desenvolvimento das potencialidades deste bebê, sendo elas positivas ou negativas, bem como o encaminhamento necessário para que o terapeuta consiga resgatar que é de mais importante na vida de um bebê, a inscrição do desejo.

1. A vinda de um Bebê com deficiência na família

Qualquer que seja a mãe, o nascimento de uma criança nunca corresponde exatamente ao que ela espera. Na medida em que aquilo que deseja no decurso da gravidez é, antes de mais nada, a recompensa ou a repetição de sua própria infância, o nascimento de um filho vai ocupar um lugar entre os seus sonhos perdidos: um sonho encarregado de preencher o que ficou vazio no seu próprio passado, uma imagem fantasmática que se sobrepõe à pessoa “real” do filho (Mannoni, 1923/1995).

Jerusalinsky e Coriat (1983) ressaltam que o nascimento de um filho portador de deficiência afeta a função materna, uma vez que a mãe tem que se deparar com o luto da perda do filho imaginado e, portanto, sente o recém chegado como um impostor e, ao mesmo tempo, um estranho. Na realidade, ocorre em desencontro entre a mãe e o filho, impossibilitando, desta forma, um vínculo suficientemente eficaz para que, a partir disso, o sujeito possa emergir.

Nos casos em que há a presença de um fator orgânico, a criança não tem que fazer face apenas a uma dificuldade inata, mas ainda à maneira como a mãe utiliza esse defeito num mundo fantasmático. Nestes casos, a relação de amor mãe-filho sempre terá um ressaibo de morte, embora seja negada, disfarçada em amor sublime, algumas vezes em diferença patológica, outras vezes em recusa consciente. Mas as idéias de homicídios existem, mesmo que nem todas as mães possam tomar consciência disso. O reconhecimento deste fato está, por outro lado, ligado, na maioria das vezes, a um desejo de suicídio, o que evidencia que se trata de uma situação em que a mãe e o filho não são se não um, na medida em que toda a depreciação da criança é sentida pela mãe como depreciação de si própria. Tudo isto porque a enfermidade de um filho atinge o narcisismo da mãe, fazendo, com que haja uma perda brusca de toda referência de identificação, o que implica a possibilidade de comportamentos impulsivos. Trata-se de um pânico diante de uma imagem de si que já não se pode nem reconhecer nem amar (Mannoni, 1964/1995).
Quando o filho nasce saudável, os pais têm a ilusão de que ele vai corresponder à imagem construída por eles. Por outro lado, ao nascer um bebê com necessidades especiais, os pais não conseguem ter esta ilusão de que ele vá corresponder ao bebê imaginário. Ocorre, então, um rompimento no narcisismo parental, tendo efeitos sobre a constituição subjetiva da criança. Culpabilizam o bebê por ter vindo no lugar do bebê imaginário que não nasceu e, neste sentido, desejam que ele morra. Não raramente, agem este desejo inconscientemente. A direção de cura se dá através da denegação deste desejo de morte, para poder refazer um projeto para o filho e para que eles possam convocar esta criança através do olhar antecipatório.

A vida humana é movida pelos fios do desejo, mas o desejo não vem impresso na bagagem congênita com a qual nascemos. O desejo se constrói. Aquele que se responsabiliza pelo tratamento de um bebê, saiba-o ou não, está intervindo no tempo no qual o desejo se constrói e, de acordo com o modo como intervenha, irá propiciá-lo ou esmagá-lo para sempre.

Segundo Werneck (1995), todos os seres humanos são resultados de dois fatores fundamentais: o constitucional (genético, hereditário, congênito) e o ambiental, que é a forma pela qual somos recebidos e cuidados pelo mundo intra e extra-uterino. Embora os bebês com necessidades especiais nasçam com um potencial hereditário ou para serem mais ou menos inteligentes ou mais ou menos saudáveis, o que vai diferenciá-los, decidindo seu potencial futuro, é a forma como puderam ser atendidos nos seus primeiros minutos de vida e no decorrer da infância. Portanto, há uma grande importância atribuída à repercussão dos fatores ambientais sobre a potencialidade do indivíduo.

Neste sentido, pode-se descrever como sendo desenvolvimento cognitivo as capacidades mentais para falar, pensar, raciocinar e recordar, que respaldam a inteligência e a conduta inteligente. O desenrolar lento destas capacidades mentais é problematicamente a principal preocupação para os pais com filhos com necessidades especiais, dado que influencia sobre todos estes aspectos relacionados com a compreensão e o controle da vida cotidiana e determinam o ritmo com que as crianças adquiram seus conhecimentos acerca do mundo que as rodeiam (Rondal, Perera y Nadel, 2000).

Desse modo, para que uma criança com problemas orgânicos tenha a possibilidade de advir como sujeito do desejo, é necessário que se cumpram as mesmas premissas, os mesmos passos necessários para que isso aconteça em uma criança organicamente normal (Coriat, 1997).

Neste sentido, além da questão da temporalidade, um grande ponto desta inscrição do desejo é o brincar. Se no caso de qualquer criança reconhece-se o valor estruturante – pelas mesmas razões -, o brincar é, simplesmente, a ferramenta clínica privilegiada do analista que trabalha com uma criança afetada por um problema orgânico. É importante salientar ainda, que a terapia nestes casos contará não só com a presença da criança em questão, mas sim, também com sua família.

2. A constituição psíquica do bebê e o brincar na terapia:

No início da vida, o bebê e o objeto são um só, ou seja, são fundidos um no outro. O bebê vê sua mãe de forma subjetiva e esta busca concretizar aquilo que ele procura. E, nesta hora, a mãe, ou parte dela, fica numa constante oscilação entre ser o que o bebê espera e ser ela própria. Quando a mãe consegue alternar e complementar de forma equilibrada estes dois papéis, o bebê começa a experimentar uma sensação boa, ao mesmo tempo de confiança na mãe e de controle saudável do meio, lidando pouco a pouco com pequenas e suportáveis frustrações.

Neste processo, o objeto, a mãe, é ora repudiado, ora aceito de novo, e, cada vez mais, percebido de forma objetiva, como separado de si. O bebê experiência o fato de que o objeto continua a existir mesmo quando ele o rejeita ou agride, e isso lhe dá condições de confiar nessa mãe que tem vida própria. Esse processo o ajuda a elaborar sua onipotência inicial lhe dando condições de ir circunscrevendo seu eu de forma mais real.

Ainda neste processo o bebê tem necessidade, muitas vezes, de algo concreto, que represente a mãe, pois ela não é vista como separada dele, mas justamente a área intermediária da experiência entre o que ele começa a perceber como seu (centrado no erotismo oral) e como não seu (seio da mãe). Winnicott (1975) introduz termos “objetos transicionais” e “fenômenos transicionais”, para designar estes objetos que não fazem parte do corpo do bebê e ainda não são reconhecidos como externos a si.

Essas primeiras possessões, como por exemplo, o ursinho ou o cobertor inseparáveis, muitas vezes vem associado a rituais que podem ou não concluir atividades auto-eróticas, se tornando vitais para o bebê, especialmente nos momentos de maior ansiedade. Assim, ele pode chupar a borda do seu cobertor na hora de dormir, como uma defesa contra o medo da separação. O bebê reconhece a textura, o cheiro, a cor e isso lhe dão sensações de continuidade e confiança. O reencontro através das sensações com o vivido, com o conhecido, com o desejado é vital para sua afirmação afetivo-emocional. O bebê assume gradativamente direitos sobre o objeto e acredita que ele não vai mudar, a menos que seja mudado por ele. O reencontro, a posse, a conquista de direitos sobre o objeto vão fazendo com que o bebê se afirme.

Quando o simbolismo se forma, o bebê já consegue distinguir o que é fato do que é fantasia, o que é objeto interno do que é externo, o que é percepção do que é criatividade. Winnicott (1975) relata que há uma evolução direta dos fenômenos transicionais para o brincar, deste para o brincar compartilhado e daí as experiências culturais. O importante do brincar não é tanto com o que a criança brinca, o conteúdo, mas sim como ela se envolve, lidando de forma cada vez mais criativa e interativa com seu mundo interno e externo. O brinquedo se aproxima do sonho, reestrutura conteúdos inconscientes, adquirindo formas oníricas de lidar com a realidade interna sem perder o contato com a realidade externa.

Então, o objeto, o brinquedo que aparece como suporte imaginário, funciona como imagens do sonho, para o significante que a criança colocará em cena. É assim que, novamente tomando, por exemplo, o brinquedo transicional das crianças pequenas do qual fala Winnicott (1975), o paninho, o ursinho ou a bonequinha, etc, estes não são objetos figurativos. Eles não são representantes nem da criança, nem da mãe, nem propriamente da ausência física da mãe, mas daquilo que Lacan (seminário IV) afirmava que esse objeto representa o significante da falta da mãe, isto é, representa o objeto materno, ou seja, que a criança é para mãe um objeto transicional. Aquilo que aparece como falo imaginário da mãe não está colocado ao corpo da criança, seu desejo não se realiza no corpo do filho. Assim, o desejo materno permite, então, que a criança possa investir esse outro objeto. Nesta contribuição, Lacan fala que os objetos com os quais as crianças brincam não são os objetos da realidade, eles vêm com certa marca de artificialidade, de transitoriedade.

O corpo está muito presente em toda situação lúdica. Situações de grande envolvimento podem se associar à excitação de zonas erógenas. Quando a excitação é muito grande, ela compromete o brincar, pois pode fazer com que a criança se sinta ameaçada e insegura frente à situação que não consegue controlar de forma ativa. Esse comprometimento aparece quer sob a forma de uma desorganização motora e/ou verbal, que pode ser acompanhada ou não de agressividade frente aos objetos; quer através de um fechamento em si mesmo, inibindo a atividade; quer através de um comportamento repetitivo e estereotipado, que não ousa se arriscar ou se soltar, ou ainda, de uma grande e compulsiva preocupação com a ordem e a limpeza dos objetos, por projetar neles a desordem e o “sujo” que sente em si. Em suma, a criança perde a espontaneidade, enrijece-se numa defesa contra impulsos ou fantasias que tem medo de controlar, deixando de se perceber como quem organiza o que faz.

Mas, é justamente o se expor de forma simbólica a situação que a ameaçam ou pressionam, e de experimentar a tensão e o desequilíbrio frente a elas, que dá a criança a possibilidade de se reorganizar e de vir a controlá-las de forma ativa.

A criança e o objeto estão fundidos um no outro. A visão que a criança tem do objeto é subjetiva e a mãe se orienta no sentido de tornar concreto aquilo que a criança está pronta a encontrar. O objeto é repudiado, aceito de novo e objetivamente percebido. Esse processo complexo é altamente dependente da mãe ou figura materna preparada para participar e desenvolver o que é abandonado e, por isso, a mãe deve estar preparada para este momento de maneira que seu olhar seja lançado de forma a desejar essa capacidade, acreditar nela.

Klein (1975) diz que a capacidade do ego para criar defesas que o habilitem, gradualmente e em certa medida, a resolver as ansiedades, é uma parte essencial do processo de modificação da ansiedade. No estágio mais primitivo (esquizo-paranóide), a ansiedade é combatida por defesas externas e poderosas, como a projeção e introjeção, a onipotência e a negação. No estágio seguinte (posição depressiva), as defesas sofrem transformações significativas que se caracterizam pela maior capacidade do ego em suportar a ansiedade. Após o primeiro ano de vida do bebê, ocorrem novos progressos no desenvolvimento do ego, a criança faz uso de sua crescente adaptação à realidade externa de seu crescente controle das funções corporais para testar os perigos internos mediantes realidade externa.

Ao brincar, Segal (1975) referiu que a criança poderia representar simbolicamente suas ansiedades e fantasias. Como não se pode exigir que uma criança pequena faça associações livres, Klein (1975) observou o brincar de uma criança e também, tratou do mesmo modo suas expressões verbais, isto é, como expressão simbólica de seus conflitos inconscientes. Desta maneira, Klein (1975) conseguiu achar um caminho para o inconsciente da criança: seguido de perto a transferência e as ansiedades, como na análise de adultos, ela foi capaz de descobrir o rico mundo da fantasia inconsciente e das relações de objeto da criança.

Winnicott (1975) refere que o brincar é universal e facilita o crescimento e, portanto, a saúde, conduz a relacionamentos grupais, é uma forma de comunicação consigo mesmo e com os outros; tem um lugar e um tempo muito especiais, não sendo algo só “de dentro”, subjetivo, interno, ou só “de fora”, objetivo, externo, mas se constituindo justamente num espaço potencial entre o eu e o não eu, entre os mundos internos e externos, que justamente vão se formando na medida em que o brincar se desenvolve de forma criativa e original.

Vygotsky (1988) afirma que o brinquedo é um fator muito importante do desenvolvimento, indo além das funções de exercício funcional e de seu valor expressivo. O brinquedo é também uma das maneiras da criança participar na cultura. O brinquedo que favorece o desenvolvimento, em termos de sua apropriação dos instrumentos da cultura, é um brinquedo regulado pela própria cultura.

Sendo assim, para a criança poder brincar é ter a possibilidade de estabelecer um meio entre ela e o outro, entre o dentro e o fora, entre o real e o inexistente, entre o corpo e o mundo. Desse modo, a criança se comporta de modo mais avançado na brincadeira do que nas situações da vida real. A criança em seus cenários lúdicos representa situações e comportamentos das quais não está preparada, mas que possuem um caráter antecipatório ou preparatório.

Neste sentido, a partir de tudo que foi relatado acima, pode-se dizer que a ansiedade é parte inerente a todo processo de crescimento. Crescer é justamente aprender a lidar com a frustração, com a tensão da ausência do outro, com o medo de não revê-lo, com risco de se expor e não ser aceito. Dentro de um processo saudável entre a família e a criança, a mesma perderá a onipotência inicial e se assumir como autora da própria história. O brincar tem um papel insubstituível no processo vital ao encontro consigo mesmo e com o outro.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao ser relatado neste artigo as questões referentes a constituição do bebê, independentemente de possuir ou não deficiência, leva a crer que nos primeiros meses de vida de qualquer sujeito, a inscrição do desejo e do olhar antecipatório são fundamentais para o futuro de uma criança, pois mesmo não nascendo com necessidades especiais, o bebê poderá adquirir até mesmo atraso em seu desenvolvimento sem a fundamental ferramenta humana, o desejo.

Sabe-se que quando uma criança nasce com problemas orgânicos a família passa por uma elaboração de luto acompanhado por sérios sentimento de incapacidade. Neste sentido, o terapeuta poderá ajudar esta família em sua reconstituição, facilitando a entrada desta criança com necessidades especiais na constituição familiar.

Incluir uma criança portadora de deficiência na sua própria família não significa adaptá-la ao que é esperado, mas sim de aceitação e de rompimento de muitos mitos. É preciso, em um primeiro momento, entender o que é a deficiência em específico, sem enfatizar seus problemas e atrasos que poderá ter, mas entender do que esta criança é capaz, para que assim a família proporcione a seu filho o máximo de suas potencialidades.

Neste sentido, a mãe podendo desempenhar esse papel por certo tempo, sem permitir impedimentos, o brincar passa a ser uma ferramenta essencial para isto, pois com um espaço ideal para a criança advir como sujeito ela mostrará toda sua capacidade, desejos e potencialidade que já estão presentes e as futuras, ou seja, as que só faltam incentivos para acontecer.

A estrutura base para um convívio qualitativo é a ligação afetiva dos pais com os filhos, que chamamos de vínculo, vital para todos os seres humanos, visto que esse tem necessidade de ser tocado, de receber um sorriso, um abraço, de ouvir palavras de incentivo e quando mais não seja apenas um contato visual (MUNHÓZ, 2003).

Contudo, podemos concluir que o orgânico e o psíquico do sujeito estão inteiramente entrelaçados. Desse modo, devem-se manter estas duas estruturas organizadas e saudáveis, proporcionando assim, o desempenho individual da criança com necessidades especiais de acordo com sua própria capacidade, isto é, seguindo esta idéia, haverá um desenvolvimento e um bem-estar favorável no decorrer da vida adulta desta criança com necessidades especiais de hoje.

REFERÊMCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CORIAT, E. Psicanálise e Clínica de Bebês. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1997.
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MUNHÓZ, M. A. A contribuição da família para as possibilidades de inclusão das crianças com síndrome de Down. 2003. 119p. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003.
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WERNECK, C. Muito Prazer eu existo: um livro sobre as pessoas com síndrome de Down. Rio de Janeiro: Wva, 1995.
WINNICOTT, D. W. O Brincar & a Realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.

Renata de Marco Domingues – Psicóloga graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS desde dezembro de 2005. Aluna do curso de Pós-Graduação em Educação Especial a distância (especialização) pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM