Harry Angelman – o homem que descobriu a síndrome

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Harry Angelman graduado em medicina pela Universidade de Liverpool, em 1938. Ele serviu no Exército Royal Medical Corps durante a Segunda Guerra Mundial e passou algum tempo com os militares na Índia antes de voltar à vida civil em 1946. Em 1950 ele foi apontado como o pediatra do Hospital Geral em Warrington, Lancashire. Angelman se aposentou em 1976.Harry Angelman diz o seguinte à respeito da descoberta da síndrome:

“A história da medicina está cheia de histórias interessantes sobre a descoberta de doenças. A saga da Síndrome de Angelman é uma dessas histórias. Foi por mero acaso que quase trinta anos atrás, três crianças portadoras de deficiência foram encaminhadas por diversas vezes para atendimento na Inglaterra. Eles tinham uma série de deficiências e embora à primeira vista pareciam estar sofrendo de condições diferentes, eu senti que havia uma causa comum para  doença. 

O diagnóstico foi puramente clínico, porque apesar de uma investigação técnica que hoje é mais refinada, não me foi possível estabelecer uma prova científica entre os três casos,  nem que todos tiveram a mesma desvantagem. Diante disso hesitei em escrever sobre eles em revistas médicas.

Entretanto, quando de férias na Itália passei a ver uma pintura a óleo no Castelvecchio museu em Verona chamado Menino com um fantoche. O  rosto risonho do garoto e o fato de que os meus pacientes apresentaram movimentos bruscos me deu a idéia de escrever um artigo sobre os três filhos, com o título de  Crianças Bonecos. Não era um nome que agradou aos pais, mas serviu como um meio de combinar os três pequenos pacientes em um único grupo.

Mais tarde o nome foi mudado para Síndrome de Angelman.”
“Este artigo foi publicado em 1965 e depois de algum interesse inicial estava quase esquecida até o início dos anos oitenta”.
Correspondência pessoal, 1991.A imagem referida é de  Gian Francesco Caroto (1480-1555).

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