Fisioterapia

Fisioterapia na Síndrome de Angelman

A fisioterapia é muito importante para crianças com síndrome de Angelman, pois apresentam atraso no desenvolvimento neuropsiocomotor, hipotonia, ataxia, déficit de equilíbrio e coordenação motora global e fina.
Devido à hipotonia e atraso nas aquisições motoras a criança tende a adotar posições preferenciais, nas quais permanece durante muito tempo, acarretando encurtamentos musculares principalmente dos tendões calcâneos e da musculatura antigravitacional, o que dificulta ainda mais o desenvolvimento motor. Em associação à falta de equilíbrio e ataxia a criança apresenta dificuldade para andar independentemente e quando o faz é com idade mais avançada.
As crianças em geral são hipercinéticas, não se atendo por muito tempo à realização de uma mesma atividade, e com falta de concentração e atenção.
A coordenação motora global é adquirida com uma adequação do tônus muscular e instalação das reações de equilíbrio, e é fundamental para que mais tardiamente possa se desenvolver a coordenação motora fina, que permite desenhar, escrever etc.
É essencial ensiná-las sobre a importância e utilidade da locomoção para que se motivem e participem ativamente das atividades propostas. Além disso é preciso melhorar o equilíbrio para que se sintam seguras permitindo a aquisição de atividades mais independentes como a marcha, o correr e o saltar.
O papel principal da fisioterapia é, portanto, estimular o desenvolvimento e as aquisições motoras, permitindo maior funcionalidade e independência e prevenindo posturas fixadas e encurtamentos musculares. Para a obtenção de melhores resultados o tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível.

 

 

Por: Janice Maria Ortiz De Nardi
Renata Assumpção do Amaral