Diagnóstico

O diagnóstico da SA está, atualmente, embasado em uma tríade que engloba clínica, EEG e genética.

O diagnóstico da SA pode ser confirmado em 80% dos casos pelos estudos genéticos. Como o diagnóstico clínico é mais fácil entre 1 a 4 anos de idade (Fryburg et al., 1991; Magenis et al., 1990), as alterações eletrencefalográficas podem ser o primeiro sinal para uma avaliação diagnóstica (Boyd et al. 1988; 1997).

O EEG é particularmente importante para o diagnóstico em duas situações: nos pacientes com estudos genéticos negativos e no lactente.

O diagnóstico pré-natal da síndrome é possível com a análise do padrão de metilação do vilo coriônico ou amniocentese (CLAYTON-SMITH, 1991; Williams et al., 1995b).

As características clínicas recomendados seguem o Consenso para Critérios Diagnósticos (WILLIAMS et al., 1995a). Os exames genéticos para determinação da SA estão listados no quadro abaixo (Quadro 6).

Testes Genéticos da Síndrome de Angelman

(WILLIAMS et al., 1995a; SMITH et al., 1995; 1997a; MALZAC  et al., 1998)

A.      Estudo de alta resolução com banda G mostrando deleção do cr15q11-13. Devido à possibilidade de falso-positivo e resultados negativos, este teste não deve ser utilizado isoladamente e deve ser confirmado pelo método de FISH, polimorfismo ou análise de metilação. 

B.      Fluorescence in situ hybridization (FISH) anormal indicando uma deleção de seqüências do DNA clonadas do 15 q11-q13 que estão incluídas na região de deleção da SA. O uso da sonda de FISH pericentromérica aumenta a capacidade de detectar translocações sutis.   

C.      Análise do polimorfismo do DNA mostrando ausência de alelos maternos no loci 15 q11-q13, resultando ou de uma deleção do Cr materno ou de dissomia uniparental.

D.      Análise do padrão de metilação do DNA (i.e. somente padrão paterno) de seqüências de DNA clonadas do 15q11-q13 methylation-sensitive restriction endonucleases. Um padrão de metilação anormal em um indivíduo sem 15q11-q13 não representa um teste padrão isolado para o diagnóstico de DUP.

E.  Análise da mutação do UBE3A para a detecção de mutações no E6-AP ubiqüitina-proteína ligase no Cr 15q11-13