Características da Epilepsia

A epilepsia ocorre em 80 a 90% dos pacientes com SA (Williams & Frias, 1982, Willems et al., 1987; Robb et al., 1989; Zori et al., 1992, Williams et al., 1995a). Na ASA já foram descritos todos os tipos de crises, parciais e generalizadas, com predomínio das generalizadas (Viani et al., 1995). Há uma prevalência elevada de crises febris, das ausências atípicas, das mioclonias e das tônico-clônica generalizadas. Desta forma, parece haver um padrão clínico, em relação aos tipos de crises mais freqüente nesta síndrome, o que poderia auxiliar na sua identificação e no seu diagnóstico. (Bower & Jeavons, 1967; Sugimoto et al., 1992; Matsumoto et al., 1992; Bourgeouis & Goutières, 1995; Viani et al., 1995; Dalla Bernardina et al., 1995; Guerrini et al., 1996; Laan et al., 1997a; Buoni et al., 1999)
As crises de ausência atípica são extremamente freqüentes na SA  e caracterizam-se por perda total ou parcial do contato com o meio, queda do segmento cefálico e piscamento. Estas merecem destaque, pois freqüentemente apresentam-se como períodos de diminuição do contato com o meio e hipotonia com duração de dias a semanas (Sugimoto et al., 1992; Matsumoto et al., 1992; Laan et al., 1997a; Minassian et al., 1998), caracterizando o estado de mal de ausência atípica. 

As crises de ausência atípica, assim como as crises mioclônicas, caracterizadas por abalos erráticos que acometem um ou vários segmentos corpóreos, são extremamente sutis podendo passar despercebidas, sendo reconhecidas através de estudos vídeo-eletrencefalográficos e poligráficos. A identificação e reconhecimento apropriado é essencial para a abordagem adequada com drogas anti-epilépticas.